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| Imagem: google |
Lembro-me de minha infância com um misto de alegria e saudade. São lembranças que vêm acompanhadas de sorrisos e suspiros diante das diferentes imagens que se apresentam a minha mente. Lembro que certa vez, aos seis anos de idade, meu irmão e seus amigos brincavam com um carrinho de rolimã. Obviamente que me excluíram da brincadeira. Decidi então, imitar o personagem principal da série de filmes “Esqueceram de mim”, pois afinal, era isso que haviam feito: ESQUECERAM DE MIM. Peguei uma bacia da minha avó, sentei e realmente acreditei que conseguiria descer a rua onde morava o meu tio. Claro que não deu certo, pois essas coisas só saem perfeitas mesmo nos filmes. Decepcionei-me um pouco, e só não levei umas palmadas porque minha avó é uma Santa, de nome Maria, e que compreende as peraltices de sua neta. Até hoje mostra-me a bacia amassada e, aos risos, relembramos a história.
São muitas, entretanto, as lembranças. Lembro-me ainda, de uma vez em que estava com tanta pressa de tomar vacina, que não agüentei descer as escadas degrau por degrau, TIVE que descer rolando. Gente, normal não é? O que toda criança de seis anos mais AMA no mundo, é tomar vacina no braço. Mas que pena, não pude tomar a tão esperada vacina, pois ao rolar da escada, fraturei a clavícula e deixaram-me igual a uma tartaruga engessada.
As lembranças, porém, não são apenas trágicas, e vêm à minha mente algumas reuniões de família. Uma delas é o natal, data na qual a família começa a reunir-se com alguns dias de antecedência, já na expectativa da montagem da tradicional árvore natalina. Separamos todos os enfeites, retiramos a árvore da caixa, e vamos colocando cada peça em seu lugar. Quando se aproximava a meia noite entre o dia 24 e 25, ficava sempre ansiosa para ver o papai Noel, mas mamãe sempre dizia que ele só aparece quando estamos dormindo. E eu tentava ficar acordada para vê-lo, mas acabava me rendendo ao sono. De repente, do nada, aparecia minha mãe no quarto, chamando a mim e meu irmão para abrirmos os presentes que o papai Noel havia deixado. Poxa, mais uma vez não conseguira flagrá-lo diante da árvore. Ainda assim sou a favor dos contos de fada. Nunca me senti prejudicada por eles. Acreditei em papai Noel quando tinha que acreditar, e quando percebi que ele não existia não foi nenhum sofrimento para mim. Acho que o que mais me encantava não era nem a existência do papai Noel, mas sim tudo o que envolvia a data.
A reunião de chegada de um novo ano também sempre me trouxe boas recordações. Muito tradicional, reuníamos em família, e o momento mais esperado, claro que a meia noite, era comemorado com abraços, beijos e muito carinho, após uma emocionante contagem regressiva. A contagem regressiva dava mais vida à nossa comemoração: sentia meu coração disparar junto com o cronômetro, e meu corpo todo preparava-se para um FELIZ ANO NOVO.
Mariana Rodrigues Ferreira

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