Mariana Rodrigues Ferreira
Com as catástrofes ocorridas em abril de 2010 no Estado do Rio de Janeiro, devido às fortes chuvas que provocaram enchentes em grande parte do Estado, a mídia envolveu-se no sentido de culpabilizar os nossos governantes pelos desastres ocorridos.
Os políticos foram fortemente atacados por todos os meios de comunicação como os culpados pelas mais de 200 mortes ocorridas. Percebi aí uma maior preocupação de ataque político do que com as vítimas da chuva.
Procurava-se a todo o momento, um culpado para o ocorrido. Hora a culpa era direcionada aos políticos, hora à falta de educação do povo, que constantemente entope os bueiros de esgoto com o seu lixo.
E mais do que rapidamente, os pobres, que perderam todos os seus pertences com a chuva, passaram de vítimas a bandidos.
Algumas informações, reais ou não, fizeram com que aqueles que antes eram vistos com piedade, por terem perdido até mesmo a “identidade”, passassem a ser temidos por sua sociedade.
Houve um boato de arrastão, que ninguém sabe dizer se realmente ocorreu, e que supostamente teria começado no centro de Niterói, dirigindo-se a São Gonçalo.
As sociedades foram então envolvidas no sentido de protegerem-se dos tais “Marginais”. Em Zé Garoto, bairro de São Gonçalo, por exemplo, podia-se contar dois policiais militares em cada esquina.
Sendo assim, os nossos dirigentes retiraram de si o foco da mídia, e o alvo foi dirigido para a população pobre e “marginalizada”.

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